Adicionado por a 2013-08-17

 

Tudo porque cada jogo do franco-iraniano (tem dupla nacionalidade) é um espectáculo de entretenimento. O homem que é capaz de segurar 21 bolas de ténis ao mesmo tempo, faz os lançamentos mais vistosos e as brincadeiras mais engraçadas com os juízes. Os colegas, todos profissionais retirados que fazem o circuito pelo prazer de jogar e pelo dinheiro, alinham. “Não me atirem bolas fáceis, rapazes”, pediu Bahrami aos adversários no Statoil Masters de Londres. Eles assim fizeram e Mansour lá encantou.

O homem do bigode, como também é conhecido, está habituado a fazer rir, mas a sua história não é completamente feliz. Se tivesse nascido noutro sítio, o iraniano poderia ter-se tornado num tenista impressionante, dada a sua habilidade natural. Mas quando tinha 23 anos, Khomeini chegou ao poder no Irão e proibiu o ténis, por o considerar um desporto demasiado “americano”.

Mansour (que só teve uma raquete aos 13 anos devido à pobreza dos pais e que até lá treinava com frigideiras) já tinha feito parte da equipa iraniana da Taça Davis e tencionava fazer do ténis profissão. Com a proibição, manteve-se durante três anos no país a jogar gamão todos os dias – ténis nem vê-lo. Até que surgiu a oportunidade de um torneio em Teerão. Mansour jogou, venceu e utilizou o dinheiro do prémio (200 dólares) para comprar um bilhete para França.

Chegado ao país perdeu o pouco dinheiro que tinha num casino na primeira noite. Nos primeiros meses dormia na rua, comia duas vezes por semana e fugia da polícia por estar ilegal. Tentou dar aulas de ténis, mas como não falava francês tinha poucos alunos. Até que uma empregada da federação resolveu inscrevê-lo no torneio prévio de Roland Garros. A partir daí a sua sorte mudou. Em 1989 chegava à final de pares do torneio principal com o colega Eric Winogradsky.

Vê o vídeo com alguns momentos deste tenista impressionante:

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